sexta-feira, 7 de novembro de 2025

O que fazer quando suas tangerinas estão para apodrecer?

 Estou pensando em começar uma parte deste blog para minhas receitas, então, aqui temos uma delas.


Eu gosto muito de tangerinas, costumo comer bastante, por isso, sempre tenho muitas, porém, muitas vezes me encontro com o seguinte problema:

Tenho mais tangerinas do que consigo comer

Por isso elas acabam estragando ou chegam muito perto de apodrecer, sendo assim, eu preciso fazer algo  para evitar desperdiça-las. Com tudo isto em mente, eu chego a conclusão que o melhor a se fazer era fazer suco.

Para ser realista, não apenas as tangerinas, mas qualquer fruta  pode ser salva em um suco, porém esta é a receita da tangerina então aqui está:

O que você precisa?

  • Tangerinas meio molengas ou perto de estragarem
  • Um liquidificador
  • Tábua de cortar
  • faca, de preferência pequena
  • Água, a vontade ou necessidade
  • Peneira, se quiser peneirar
  • Um jarra pro suco

Como você deve fazer?

  1. Descasque as tangerinas uma a uma, cortando pedaços ruins ou azedos, usando uma faca
  2. na tábua, com o auxílio da faca, abra o meio de cada gominho, tirando as sementes e limpe cada um dos gominhos dos fiapos brancos
  3.  cm todos os gominhos limpos e separados, os jogue dentro do liquidificador e adicione água a gosto
  4. deixe bater no liquidificador  por três (3) ou mais minutos, basicamente até você achar que está bom
  5. desligue o liquidificador e retire o líquido dele, peneirando-o ou apenas o colocando diretamente na jarra
  6. adicione açúcar se quiser 
  7. coloque o suco na geladeira
E assim o seu suco estará totalmente pronto para você, seus amigos, família, parceiro, etc... tomarem, e (quase) nenhuma tangerina foi jogada fora!!


É isto, muito obrigado por lerem< deixem comentários respeitosos e fotos de seus sucos para que eu veja se gostaram da receita.




BEIJOOOOOSSSS, DOROTHEA<33333

O preço de ser jovem é ter alguém observando você simplesmente existindo, Análise de "Morte em Veneza" por Thomas Mann, em memória do falecido Björn Andersen, que sofreu por conta d filme deste livro

 "Morte em Veneza" por Thomas Mann

Este é, por um motivo, um dos meus livros favoritos, pensei realmente muito se eu deveria escrever e principalmente postar  esta análise aqui, mas, com a morte do ator que deu a sua vida ao interpretar o quase protagonista deste livro, eu me senti na obrigação de esclarecer algumas coisas, tanto por mim, quanto por vocês, que leem meu blog.

Por esses motivos, a review de hoje pode ser um tanto quanto séria, com piadas reduzidas, porque este é um livro complexo, não por ter linguagem estranha ou por ser muito longo, na realidade, ele tem apenas noventa e sete (97) páginas na versão que eu possuo.

Nelas  somos apresentados a história da viagem de Gustav Von Aschenbach, um velho escritor alemão que viaja para a cidade de Veneza para passar suas últimas férias, afinal ele está para morrer. Nesta viagem, Aschenbach fica em um hotel de luxo onde a história irá se desenrolar, como ele é muito famoso, o dono do hotel rapidamente o reconhece e o coloca em uma das melhores suítes, com visão para a (deprimente) praia de Veneza. Enquanto Aschenbach está no hotel aproveitando suas últimas férias, mais especificamente após o jantar do primeiro ou segundo dia de sua estadia, ele encontra uma família que ELE   julga ser eslava, composta de uma governanta, uma madame, três garotas que - segundo Aschenbach - pareciam ter saido de um convento, e o belíssimo  filho da família, um jovem de uns QUATORZE  ou  QUINZE, no máximo, anos, este vira o objeto  de admiração do escritor, que começa a perseguir o garoto (mesmo que as vezes pareça o contrário) por toda parte. Aschenbach tenta a todo momento descobrir quem  ele é, onde  ele está, e até o que  está fazendo  ou  pensando, sempre passando por uma forma de admiração;  algumas vezes ele assume estar obcecado de fato, o que não muda o pensamento de estranheza. Em suas observações (encaradas serão descartadas pois ele é um velho alemão, ou seja, encara até a alma do sujeito), Aschenbach descobre que: 

A) O garoto tem nome, e é Tadzio (Tadeu)

B) Veneza está atacada por uma peste

Ainda obcecado pelo Tadzio, Aschenbach começa a se preosupar com a segurança de seu muso e a família, surtando no processo; na adaptação do cinema, ele, preocupado, vai falar com a família de Tadzio, avisando-os sobre a peste e demonstra a sua preocupação, sobretudo com Tadzio, para a mãe do garoto, e este momento marca uma interação entre os dois, pela primeira vez, Ainda preocupado, ele observa os outros hospedes partirem, enquanto ele ainda permanece no hotel, afinal Tadzio ainda está lá.

No último ou penúltimo capítulo, Aschenbach descobre que a família de Tadzio está indo embora, e é tomado por uma absurda tristeza, que o leva a sentar em uma barraquinha que ele alugara por toda sua estadia, olhando para o mar, é ali que ele vê Tadzio pela última vez, antes do garoto ir embora e antes de Aschenbach morrer, para a alegria (?) deste, Tadzio se vira para Aschenbach antes do velho morrer, e acena um adeus.

Para minhas considerações, depois de pensar muito, eu devo dizer que eu observei a história, assim como eu observo muitas outras, do ponto de vista de uma pessoa separada, eu não visualizei como se eu fosse  o Aschenbach, mas sim como se eu estivesse ao lado  dele, por isto, concordei com sua perspectiva de o quão bonito, perfeito, jovial e principalmente livre  o Tadzio parecia, principalmente em comparação a suas irmãs; em nenhum momento eu achei aceitável um velho com o pé na cova ficar obcecado por um garoto e ter pensamentos que eu  teria sobre o Tadzio, porém também não estou em local de julga-lo pois já fiz a mesma coisa , em proporções menores, que ele. Por outro lado, eu também vi a história como alguém que, provavelmente, já foi ou ainda é objeto de admiração de alguém, assim,  não só por termos a mesma idade quando eu li, eu meio que me coloquei no local do próprio Tadzio.

Dito tudo isto, eu concluo que o Aschenbach é um velho esquisito, que ficou obcecado por um garoto qualquer por ele ser  muito bonito, assim como os mitos da Grécia antiga, ainda que o coitado não estivesse fazendo NADA  além de ser um jovem qualquer (o que, caso você tenha quatorze anos é legal, pois o Tadzio age como um jovem apenas); o Tadzio corre, brinca, é travesso, acha tudo aquilo uma chatisse, (o filme mostra melhor), ou seja, faz coisas e tem atitudes que QUALQUER UM  teria!! O que agrava a esquisitice do velho, mas diminui um pouco a pena do livro no tribunal, porque a perspectiva que o garoto não faz nada  e o velho que é maluco se mantém em toda a história, além do que o Aschenbach não faz nada a não ser observar o Tadzio em áreas PÚBLICAS , logo, apenas um esquisitão velho caduco.

Eu até poderia falar sobre a adaptação cinematográfica, como explicar os problemas que o diretor e o próprio filme causaram na vida do Bjorn (ator que interpretou o Tadzio), mas acho que estaria me desviando muito do assunto, por isso, deixo de indicação o documentário "The most Beautiful Boy in the World", que conta muito melhor essa história, pretendo assistir, e talvez, se vocês quiserem eu trago minha review sobre o filme.



Então é isto, muito obrigado por ter lido até aqui, por favor deixe um comentário, apenas se assegure de estar mantendo o respeito, eu sou humana e outras pessoas também :))





Beijossss, Dorothea <33

destaque da semana

Feliz ano novo!!!!

  FELIZ ANO NOVO!!! A todos vocês que me acompanham e leem meus blogs, eu agradeço por estarem comigo este ano, lendo o que eu escrevo e com...

demais