sábado, 22 de agosto de 2026

O meio acadêmico é uma grande fic e é obrigatório gostar de Star Wars, aparentemente. Analise de "A Hipótese do Amor" por Ali Hazelwood, que por acaso tem um "a" no começo do nome

 "A Hipótese do Amor" por Ali Hazelwood 


Depois de muitas reviews sérias e conceito, eu lhes trago uma postagem bobinha e bem água com açúcar, para poderem rir e se divertir lendo. Em homenagem à morte do Wattapad, aplicativo e site de fanfics mais amado pelo povo, eu lhes trago uma grande fanfic que com toda certeza não deveria ter se tornado um livro, "A Hipótese do Amor", conhecido no meu ciclo de amizades pelo infame capítulo 16.

A história de como eu comecei a ler esse livro é bem engraçada. Eu queria ler um livro de romance com um cientista, me recomendaram esse livro. Eu falei que veria pois não era o que eu estava procurando, porém, ao encontrar um livro muito péssimo em uma livraria – que eu queria comprar e não comprei pois era muito péssimo (dark romance não presta) – eu acabei comprando este aqui. A história segue basicamente assim:


Nossa protagonista é Olive Smith, uma coitada que está fazendo seu doutorado em biologia pela universidade de Stanford. Ela estava saindo com um cara chamado Jeremy, porém, notou que ele se dava melhor com sua amiga, a Ahn (não estou de zoeira, esse é o nome dela), e decidiu que seria melhor que os dois ficassem juntos. De forma a acalmar Ahn, sua melhor amiga, e dar certeza que a mesma não estaria sendo uma talarica fura-olho, Olive decide mentir que está saindo com alguém, tanto que nem poderia ir a algum lugar pois tinha um encontro. 

A verdade que não tinha encontro nenhum, e nem namorado, Olive estava mentindo, e usou deste tempinho para agilizar sua pesquisa. Quando ela avista a amiga no prédio da universidade, de modo a fazer com que sua mentira não escapasse, Olive tem a decisão mais sensata que um ser humano poderia ter, ela beija o primeiro cara que ela viu pela frente.

Como todo o livro de romance, esse cara não é qualquer cara, ele é, nesse caso, o jovem, rabugento e prodígio professor dela, Adam Carlsen, basicamente a única pessoa do planeta que ela desejaria não beijar. Olive, então, sente que será processada por assédio e importunação sexual, com toda a razão, e começa a tentar se desculpar e se explicar, dizendo que ela só quer fingir que está saindo com alguém para a amiga ficar tranquila e poder ficar com Jeremy. Para a sorte dela, Adam também precisa fingir ter uma namorada, para que ele continue sendo pago e tenha seus fundos descongelados, pois assim ele teria uma "desculpa" para continuar na Stanford. Unindo o útil com o (des)agradável, os dois concordam em ter um "namoro de mentirinha" até que seus objetivos se concretizem, eles concordam em saírem juntos em público as vezes para poderem entender qual a história que vão inventar e para que todos acreditem.

Namorando o professor, a vida de Olive começa a andar pelo lado profissional, mas azedar um pouco pelo lado pessoal, pois os demais estudantes começam a vê-la com mais olhos e cobrar dela suas insatisfações com Adam, a levando a confrontar ele sem motivos em várias ocasiões. No decorrer do tempo, os dois vão interagindo mais e se tornando mais próximos, eles chegam até a se apaixonar de verdade, porém não acreditam que o outro corresponde a seus sentimentos, então nunca falam.

Ao mesmo tempo que tudo isso está acontecendo, Olive está tentando conseguir uma pareceria com um famoso cientista da área, para que ela possa expandir sua pesquisa em câncer de pâncreas. Para a sorte dela, mais uma vez, o cientista, Tom Benton, aprova sua pesquisa e aceita ver a pesquisa da mesma quando visitar Stanford. Olive está super feliz e animada com essa notícia, se preocupando para fazer seu laboratório parecer perfeito e sua pesquisa incrível, a fim de que seja escolhida e continue a seguir com a pesquisa. Tom chega em Stanford, e Adam vai visitar um "antigo amigo", levando Olive junto, apenas para que ela descubra que o "amigo" é Tom e Tom descubra que a "namorada misteriosa" de Adam é Olive. Momentos meio constrangedores depois, os três começam a conversas e Tom parece mais e mais alinhado a seguir com a ajuda a pesquisa de Olive, deixando-a muito alegre e esperançosa.

Tudo parece ir bem para Olive, Ahn está feliz com Jeremy, Adam é gentil com ela e ela parece se apaixonar cada vez mais, sua pesquisa está andando a belíssimos passos, nada parecia dar errado. Até que , durante uma conferência, Tom a coloca contra a parede e a chama para sair com ele, de modo a que ele aceite trabalhar com ela. Olive recusa e diz estar com Adam, Tom ri e diz que não tem como ela subir na vida se "ela não dormir com alguém" pois sua pesquisa seria péssima, e mesmo que ela contasse a Adam, ele não acreditaria nela e nem ao menos a amava. Essas palavras, junto com as ações completamente invasivas de Tom, quebram o coração de Olive, que começa a se afastar e se afastar de Adam cada vez mais. Quem nota que Olive estava estranha é um de seus amigos, Malcom, que acaba escutando a gravação feita por ela de todo o ocorrido e a influência a falar com Adam. Olive não quer falar com ele, pois está com medo de perder tudo, inclusive Adam, mas acaba cedendo por pressão dos amigos (amém). 

Durante um jantar de Harvard, Olive interrompe tudo e mostra a gravação para Adam, que imediatamente acredita na namorada, confrontando Tom e desce o cacete nele a estilo invejável. Adam e Olive, no final, ficam juntos, pois descobrem que realmente se amam, Tom é expulso e todos ficam felizes, assim a história acaba.


Esse livro é bem água com açúcar e possui uma história muito fraca, quase não tendo grandes revelações, tanto que eu nem lembro as coisas que acontecem entre o que eu contei. No início, eu estava lendo de maneira séria, achando que seria uma boa história, coisa que me levou a muita tristeza e incapacidade de leitura, foi só quando eu comecei a ler isso como uma fanfic escrita por uma garota de 13 anos (coisa que não é, a mulher é uma cientista) que eu realmente me diverti.

A protagonista, Olive, é uma chata. Gostaria de deixar isso claro, ela é absurdamente genérica e insossa. A história de passado dela é literalmente: "sou uma garota sofrida minha mãe morreu e eu sou tão pobre que eu como ar UnU" o que é bem chato, principalmente somado ao fato de que o livro INTEIRO gosta muito de falar o quanto ela é pequena, feia, sem peito, sem substância, sem nada, ela é sem substância mas esse estereótipo de "ain Como sou baixinha" é absurdamente chato, principalmente quando, adivinha? ELA É MAIOR QUE EU! Sim, essa Vagabunda tem 1,70m de altura. Eu tenho 1,60m e só pareço pequena em comparação com meus amigos (porque eles são de países desenvolvidos e tiveram uma alimentação 1000x melhor do que a minha/j), e eu não fico falando sobre o quanto eu sou baixa.

Para completar essa planta chata, o interesse amoroso, Adam. Que homem chato. Além disso ele é feio, tipo, muito feio. Como todo ML de romance, ele é "forte e musculoso", mas não do tipo "forte para conquistar meio mundo e me carregar – uma pessoa não levinha – que nem um saco de batata" mas sim musculoso, o que é uma pena e uma grande perda para a sociedade e para a coerência, porque todos nós sabemos que apenas os professores e acadêmicos de física são fortes e atraentes assim. Ele tem a personalidade de um sapato, porque sofreu um tantinho na juventude, não tem amigos e é super frio, troupes que saturam quando se usa muito, e vai por mim, usam muito essas troupes nos livros de romance atuais. Claro, ele tem seus momentos de claridade em que ele parece minimamente uma pessoa boa, como confrontar o próprio amigo, aquele NOJENTO (sério, a cena dele com a Olive é nojenta e dá raiva real) a favor da namorada e o fato de ele só tentar ser um professor minimamente descente – ainda que aqui tenha outro problema, que é o fato de todo mundo chamar ele de monstro quando o cara é só um professor descente e rígido, algo que irrita – para seus estudantes, mais uma vez talvez ele pudesse brilhar se fosse melhor escrito.

Porém, toda essa falta de personalidade e o sentimento de que tudo que os dois fazem é para que encaixem romanticamente um com o outro é totalmente explicado por um simples fato:

O LIVRO É UMA FANFIC.

E nem é uma fanfic boa, de personagens bons, como "Anatomy of Eden" – não é bias só porque essa fanfic é sobre meu amado Zandik –, é uma fanfic reylo (Rey X Kaylo Ren). Esclarecendo para meus novos leitores, eu já mencionei que eu odeio esse shipp, o que significa que parcialmente eu queria vomitar toda vez que lembrava disso ou simplesmente eu rachava de rir quando contava a um amigo. Outra coisa que me vem ao ódio em relação a isso ser uma fanfic reylo, é que faz com que o ML seja o Adam Driver, quem eu NÃO acho bonito, para ser mais certeira, eu acho ele HORROROSO. Logo, todas as vezes que o livro mencionava o quão "bonito e atraente" o Adam (ambos) do livro era, eu queria vomitar e arremessar o livro na parede, isso aconteceu tanto que eu desenvolvi um ódio e repulsa pelo Adam Driver, tanto que se eu o ver em qualquer coisa, eu nem assisto mais, de tanto que eu o acho insuportável e feio.

Porém porém, por alguma razão, esse livro é absurdamente popular. Não estou de brincadeira quando digo que eu já emprestei esse livro umas duas ou três vezes para outras pessoas, que não só o leram muito rápido, como também mencionaram ama-lo. Eu não consigo entender o que as pessoas vêem nesse livro, ele é engraçado e tem algumas referências bem interessantes, como o Adam movendo uma caminhonete Edward Cullen Style, porém realmente não é nada de mais. Se eu pudesse escolher, eu diria para minha Eu do passado não gastar dinheiro com isso, ainda que eu saiba que ela não escutaria, afinal eu comprei (ganhei do meu amado amigo de aniversário) outro livro dela, que algum dia eu colocarei aqui para que vocês saibam minha opinião.

Uma última coisa que eu acho curiosa e pertinente de botar nesse post é que o personagem do Tom é baseado no marido real da atriz da Ren, e ele foi feito um vilão porque, segundo a autora e muitos fãs, ele "atrapalhava" o shipp dela com o Adam, porém, na adaptação do filme é ele quem faz o papel do Adam, o que tirou boas risadas do fandom como um todo. Realmente não posso reclamar sobre o fandom shippar os personagens e os atores porque isso também aconteceu no meu lado da internet. Vou falar melhor quando eu fizer a review da obra específica, porém, na adaptação de Dorama/live-action de uma novel famosa, o shipp dos personagens principais tornou-se tão popular que nós começamos a querer que os atores ficassem juntos, isso foi tão grande que eles nem podem mais interagir hahaha.


Como esse livro não tem muita história, não tem muito mais o que eu dizer e comentar, além de passar horas e horas explicando coisas que eu já mencionei antes, e eu não quero gastar meu amado latim nisso. Eu pensei muito sobre o quê postar essa semana, já que não terminei nada de interessante esses dias, além de estar totalmente consumida pela minha última obsessão. Porém, como eu sabia que ninguém aqui além de mim gostaria de ler um "Vida e Morte de Temüdjin" em pleno sábado, resolvi ter misericórdia de vocês e escolher esse livro, que é fácil e rápido de escrever sobre. Espero que vocês tenham gostado e tenham tido dessa grande fic que se tornou tão conhecida entre meus amigos, se tornando até uma piada interna para mencionar em conversas aleatórias.

Se vocês gostaram do livro, comprem ele, ou apenas me peçam emprestado, eu irei emprestar com todo o cuidado e alegria do mundo, e ele será ainda mais engraçado, porque vai contar com meus comentários, que segundo minhas amigas, são uma comédia a parte. Como sempre, deixem nos comentários recomendações do que eu posso falar no próximo post (como esse aqui, que foi pedido!), por favor, sejam minimamente legais, eu sou uma pessoa e os outros também, sem comentários ofensivos, apenas para o Adam Driver. E, se vocês quiserem me ouvir/ler falar da minha obsessão, deixem nos comentários.




















Beijosss, Dorothea <333

11 comentários:

  1. Nem li, mas quero ser a primeira a comentar!!!!! DIVAAA

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  2. o hate no Adam Driver é universal

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  3. Gostei… é nessa história que uma calcinha de bolinhas é mencionada?

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  4. Concordo sobre o Adam driver, porém o filme da reylo é tão sem sal q o shipp acaba dando uma agregada na minha opinião. E sim, é obrigatório gostar(AMAR!!!) STAR WARS, fora q é sua cara gamar no anakin que é conivente com um regime ditatorial (como grande fã do romance com a padme pode passar um pano preto de luto pra ele, um homem apaixonado). Amiga,veja A espera de persefone, uma série água com açúcar, vc vai amar pq eu q recomendei, óbvio. Doro faça um artigo sobre o triângulo amoroso de crepúsculo quero discordar de vc nos comentários! Como sempre sigo acompanhando a diva! XOXO ♡♡

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    1. Lindeza eu verei a serie. Quando eu assisti Star Wars, confesso que prefiro Star Treck, eu estava do lado do império mesmokkkkkk. Crepúsculo vai sair vai sair

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  5. Mais uma resenha maravilhosa de nossa querida Dorothea, preciso anunciar que depois dessa resenha eu sou sua fã número 1 (a única então não tentem encostar no meu novíssimo cargo). Sobre o livro, não li, mas li "Amor teoricamente", da mesma autora, então concordo com absolutamente TUDO, a Ali faz grandes fanfics com homem musculosos e chatos. Agora vou aguardar uma resenha de crepúsculo (que será muito sobre o Edward?).

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    1. Eu tenho Amor Teoricamente, está sendo um sufoco ler. A review de Crepúsculo está a vir!!! Você é minha única fã n1

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